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Mostrando postagens de setembro 29, 2010
Amanhecia e anoitecia e eu ainda não havia pensado em nada , nada que não começasse ou terminasse em Kons-tan-ti-ne . Permaneci talvez por dias sentado na beira da cama olhando as caixas de papelão que não foram usadas porque ela tinha poucas coisas pra levar. Enquanto as estações mudavam e o vento , a chuva e a neve chegavam pelas janelas abertas e presenciavam o desespero que me escorria pelas têmporas incrédulas. Um dia eu tentei me deitar , e o cheiro dela infestava os lençóis , as cortinas , as fronhas nos travesseiros , os cobertores e até mesmo os que estavam nos armários que ela provavelmente nem tinha chegado a usar , mesmo estes , estavam impregnados com o seu cheiro . Perturbado eu tentava me levantar mas então via a minha pequena numa imagem quase transparente , como um fantasma , atravessando as paredes , do jeito que ela sempre quis , mudar de um cômodo pra outro sem usar as portas. Porque Konstantine não gostava de portas ou passagens , minha pequena gostava de inve...