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Mostrando postagens de fevereiro 5, 2012

Atirei me ao mar.

Conto as teclas. Conto os números, as letras, os símbolos, conto quantas combinações são possíveis. Tem sido assim a minha busca por amontoados de palavras que expliquem ou expulsem de mim o que tenho vivido. Não que tenha sido ruim. Mas precisa ser ejetado... Meu corpo é um barco. Tem dias que ele acorda furado e entra muita água... o barco vira, seus tripulantes engolem muita água, os mapas se perdem, as lunetas, os tesouros, as sereias... Vez ou outra o barco amanhece forte. A água das ondas não alcança as bordas e... Também tem dias que o barco fica vazio... e dá pra ouvir a melancolia das ondas quebrando sozinhas.. levando-o para onde o olho não alcança... no coração do oceano. Existe um tripulante no barco que eu vivo tentando proteger da fúria do mar. Ele chegou a pouco tempo e não sabe lidar muito bem.. Não quero que ele vá embora, mas... com certa frequência seu olhar me questiona. Porquê tanta segurança? Assim ele se atira contra as ondas e sorri. Sorri. Um sorriso b...