Tudo vai bem. Bem pelo avesso. Olho pra rua depois de vários dias sem sair de casa. Penso em todas as coisas, os problemas, as brigas, possíveis soluções… Passa das sete, horário de verão, acaba de escurecer. Caminho com as mãos nos bolsos, olhando as vitrines e fachadas de clínicas, imaginando os donos dos nomes esquisitos de médicos. Um cara aponta na esquina. Tenho quase certeza que vai me parar. Dinheiro. Claro. “Me dê qualquer quantia, pra comer alguma coisa.” As frases são parecidas. As possibilidades: inúmeras. O cara podia realmente comer. Ou comprar um baseado, uma pedra, ou uma pinga de bar, ou juntar grana pra voltar pra Bahia. Sim, um cara já me disse isso uma vez. Às vezes, eles me convencem da veracidade das histórias. Porque o dinheiro mesmo, conseguem sem esforços. Não sei dizer não. Isso acontece muito. Continuo andando, chutando pedras, desviando das obras das calçadas, das pessoas folgadas que acham que você é quem tem que desviar delas… De repente, reparo nas lojas ...
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Mostrando postagens de dezembro 11, 2013