Por fim...
Sopro a fumaça para cima procurando alguma magia nos meus gestos escuros. Peço desculpas pelas lágrimas que me escorrem sem querer. Peço desculpas sempre, por tudo que fiz e agradeço pelo pouco que recebi. Imagino como seria minha história se as mentiras das pessoas funcionassem comigo. Doeria menos ? E pensar que um dia procurei sentido na vida.. em viver.. em estar viva. Paro. Respiro. Dói. Os livros que eu não li, os que deixei pela metade, os que me preencheram, os que me fizeram chorar. As gavetas .. abarrotadas de lembranças de todas as pessoas que conheci. Minhas fotos antigas, meus diários de criança...Alianças. Pequenos laços, cartas, bilhetes. Essas coisas velhas que eu não sei como jogar fora, eu não sei como queimar e continuar vivendo como se aquilo nunca tivesse existido. É como não me conformar nunca com tudo que acontece. Algumas fotos eu rasguei, doeu demais. Rasgar não diminuiu nada. Só transformou em metáfora o que eu sentia : o peito rasgado.. os hemato...