segunda-feira, 5 de março de 2012

Que Deus te livre de todo o mal e principalmente desses teus sorrisos pintados à mão.

É um baile de máscaras te encontrar. 












domingo, 5 de fevereiro de 2012

Atirei me ao mar.

Conto as teclas. Conto os números, as letras, os símbolos, conto quantas combinações são possíveis.
Tem sido assim a minha busca por amontoados de palavras que expliquem ou expulsem de mim o que tenho vivido.
Não que tenha sido ruim. Mas precisa ser ejetado...
Meu corpo é um barco. Tem dias que ele acorda furado e entra muita água... o barco vira, seus tripulantes engolem muita água, os mapas se perdem, as lunetas, os tesouros, as sereias...
Vez ou outra o barco amanhece forte. A água das ondas não alcança as bordas e...
Também tem dias que o barco fica vazio... e dá pra ouvir a melancolia das ondas quebrando sozinhas.. levando-o para onde o olho não alcança... no coração do oceano.
Existe um tripulante no barco que eu vivo tentando proteger da fúria do mar.
Ele chegou a pouco tempo e não sabe lidar muito bem.. Não quero que ele vá embora, mas... com certa frequência seu olhar me questiona. Porquê tanta segurança? Assim ele se atira contra as ondas e sorri.
Sorri.
Um sorriso bonito, branco. Paz.
No meio do meu desespero em tentar colocá-lo de volta a bordo, lá está a paz. O branco, o vívido sorriso.



De repente muita água me invade a boca, tento abrir os olhos e as bolhas sobem todas correndo, saindo de mim. Vejo uma superfície azul se aproximar e aquele susto quando num beijo... ele me desafoga e me leva pra longe do mar.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Eu sempre sei a altura. 


E mesmo assim eu sempre pulo. 


De cabeça e olhos fechados.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Por fim...

Sopro a fumaça para cima procurando alguma magia nos meus gestos escuros.
Peço desculpas pelas lágrimas que me escorrem sem querer.
Peço desculpas sempre, por tudo que fiz e agradeço pelo pouco que recebi.
Imagino como seria minha história se as mentiras das pessoas funcionassem comigo.
Doeria menos ?
E pensar que um dia procurei sentido na vida.. em viver.. em estar viva.
Paro. Respiro. Dói.
Os livros que eu não li, os que deixei pela metade, os que me preencheram, os que me fizeram chorar.
As gavetas .. abarrotadas de lembranças de todas as pessoas que conheci.
Minhas fotos antigas, meus diários de criança...Alianças.
Pequenos laços, cartas, bilhetes.
Essas coisas velhas que eu não sei como jogar fora, eu não sei como queimar e continuar vivendo como se aquilo nunca tivesse existido.
É como não me conformar nunca com tudo que acontece.
Algumas fotos eu rasguei, doeu demais. Rasgar não diminuiu nada. Só transformou em metáfora o que eu sentia : o peito rasgado.. os hematomas no plexo solar.. fingindo dormir. Tudo bem...
Já é Novembro.
Sempre nessa época do ano me sinto assim. Vou caminhando e sinto pequenos pedaços ficando caídos, perdidos pelos caminhos desconhecidos que percorro.
Penso em fugas novamente.
Mas fugir daqui não resolve . O problema é comigo.
Enquanto eu não puder fugir de mim, me perder, me esconder, não me ter mais ao alcance dos olhos. Nada vai adiantar.
Não sei o que fazer com todo esse material que usei pra estancar o sangue, agora seco, dessas grandes fendas em ruínas que me tornei.
Forasteiros tentam me escalar e fazem pequenas pedrinhas, pequenos pedaços meus, rolarem montanha abaixo, tornando-me sofrida e menor. Com menos pedras. Entende ?
Não sei como fazer pra não permitir que isso me machuque tanto.
Para que isso não me diminua assim. Ou pelo menos disfarçar que estou quebrada e inutilizável.
Acorrentadas aos meus ombros, estão lembranças que me sangrarão para sempre enquanto eu ainda puder me lembrar... Um dia aleatório,deitada numa calçada.. eu era grande, mas nesse dia, enxerguei-me muito pequena, quase uma criança.. dizendo que eu sabia da força que tinha, e que o choro era por saber que viver doeria para sempre enquanto eu pudesse sentir alguma coisa. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Desculpe incomodar .


Talvez tenha sido a última vez. O último abraço, o último sorriso, os últimos olhares e as últimas vezes, das tão poucas que pudemos sorrir juntos. 
Você tem as suas escolhas, o seu jeito e eu não vou mexer em nada disso. Te acho lindo assim, acho mesmo, sinceramente. Até mesmo a parte de você que não está mais tão empolgado com a minha presença ou ausência. Entendo como você é, entendo de verdade. Eu gostaria muito que você ficasse, eu gostaria de não ter que ter tirado as suas fotos do meu mural aqui na parede,apagar suas fotos do meu celular, apagar as conversas que eu salvei de você dizendo que estava com saudades minhas . Foi bonito. Eu sinto muito por lembrar você todos os dias do quanto você foi mágico na minha vida, e é difícil me conter sabendo que você vai embora com a mesma magia com a qual apareceu aqui, no meu mundo, tão sozinho que você conhece bem. Mas eu precisava sentir você de verdade, falha minha, não saber te dividir com o resto do mundo. O problema não é a sua liberdade,o problema é que eu tenho um medo meu amor, um medo tão grande de me perder de você, de que você esqueça do meu sorriso não tão atraente no meio de tanta , tanta liberdade assim. 
Portanto, digo assim, cabisbaixa, um Adeus pra ti. Eu vou ficar muito feliz se você aparecer qualquer dia, se você me ligar, mandar sinal de fumaça, me chamar pra conversar mesmo que por internet. Vou sorrir até doer se você disser que está com saudades minhas, mas agora amor, agora eu preciso me desvencilhar de você de todas as formas que eu puder , antes que eu não consiga mais. Porque eu já sinto saudade do seu cheiro e dos barulhos que você faz enquanto dorme. Eu não posso prender você, tentei te fazer sentir vontade de ficar. E acho que falhei. Parto com o sorriso encharcado do que um dia foi muita mais muita felicidade. E levo comigo a lembrança do primeiro sorriso teu que eu vi, naquela rodoviária.

sábado, 1 de outubro de 2011

Til we Die.

Quando você morre, se despede de todas as pessoas que conheceu, TODAS , em um só segundo. No mesmo segundo. Não há um segundo para cada pessoa. Mas cada pessoa sabe exatamente o segundo certo em que você se despediu.
A eternidade dura um segundo.
Qualquer coisa pode acontecer em um segundo. Um segundo parece pouco.
Mas pense em quantos segundos você perdeu.


(...)


Você vai encontrar todas as pessoas que conhecia quando elas também morrerem.
Mas pense em quanto tempo isso pode levar.
Eu não sei se o tempo passa depressa lá...


(...)


Você imagina quanto tempo isso pode levar?
Você precisa dizer algo pra alguém ? Precisa dizer AGORA ?
Pode morrer sem que ela saiba disso ?
Pode esperar a eternidade para que ela ouça ?


Consegue pensar em quantos segundos você ficou lendo isso e imaginando o que dizer para cada pessoa que você conhece ?



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

É incrível, a cada noite, eu tenho mais certeza, de que nessa vida, nada me sossega. Nada me acalma o que quer que seja, que mora enjaulado dentro de mim, que as vezes grita, tenta se livrar da grade. Nunca consegue.

domingo, 4 de setembro de 2011

Is not real.

Tenho tratado de fugas .. quase que somente... sempre que me sento aqui.
Você se machuca tanto. De tantas maneiras distintas. Por tantas coisas sem necessidade.
Opte por fugas , por drogas , por suicídios , por overdoses , por simples porres , por mudar de cidade, mudar de país , virar hippie , monge , puta. É isso que eles te dizem.

Mas você não escolhe.
Você se senta , exatamente aí do outro lado.
E deixa se corroer por toda a lava vulcânica que a vida deixa escorrer nos seus antebraços.
Que escorre também pelos olhos, pelas costas , pelos joelhos...

E então você pensa que fez alguma dessas coisas que eles te dão para escolher. Mas não.
Quase que imperceptivelmente, você imagina que faz.
Se imagina andando pelas ruas , sozinho , entregue a própria sorte.
Os carros passando.. o vento que eles fazem, fazendo voar os panfletos que entopem os boeiros e bocas de lobo das ruas.
Você sem rumo, você sem ele, você sem ela, você sujo, você a beira do limite de lucidez tão insuportável que é a loucura. Você.... você , você .
Você delira com tudo isso, e a dor da corrosão, da tal lava vulcânica radioativa, é tão grande, tão real e tão cruel, que o teu devaneio lhe parece real.

Metade dos seus problemas , é a sua imaginação. A outra metade , é a probabilidade dela, um dia, tornar se real diante dos teus olhos, ainda fechados.

"O que eu sou para você , Não é real...
O que eu sou para você , Você não precisa...
O que eu sou para você não é o que você significa para mim."























domingo, 14 de agosto de 2011

Eu tenho medo de perder a memória.
Eu tenho medo de morrer dentro de um sonho.
Eu tenho medo de me afogar.
Eu tenho medo de nunca poder tocar numa nuvem.
Eu tenho medo quando começo sufocar durante o sono e não consigo acordar.
Eu tenho medo de nunca conseguir ir embora daqui.
Eu tenho medo de conseguir ir embora e querer voltar pra cá.
Eu tenho medo de falhar quando eu for grande. Porque gente grande não pode falhar.
Eu tenho medo de virar gente grande.
Eu tenho medo de esquecer do que eu gosto. Por isso, quando criança, eu fazia listas de tudo que gostava. E também pelo medo de perder a memória.
Eu tenho medo de enlouquecer.
Eu tenho medo de que as pessoas ao redor enlouqueçam ou percam a memória. Por isso eu gosto de fotografar tudo e todos. Pra um caso de emergência... nunca se sabe.
Eu tenho medo de perder a hora num compromisso muito importante.
Eu tenho medo de sentir vontade de ir ao banheiro enquanto estiver no cinema. Por isso eu fui tão poucas vezes ao cinema.
Eu tenho medo de um dia ficar com tanto medo a ponto de acontecer comigo todas as outras coisas das quais eu tenho medo.
Eu tenho medo de enlouquecer.
Eu tenho medo de perder a memória. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Meus olhos agora.



Eu não posso explicar , simples. 
Não posso explicar essa sua morte que ocorre Em Meus Olhos Agora.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

it's torturous..

E desde então eu tenho fugido. Eu sempre quis fugir... É difícil fugir, é difícil arrastar uma culpa mais pesada do que o teu corpo...
Engasgo as palavras gastas e ásperas que eu já mal consigo escrever .. descrever... não sei mais.
E então todas as noites eu fujo , fugi em todas as últimas ..
Não posso me aninhar na cama e ajeitar o rosto no travesseiro ... sem fugir..
Não posso pensar que eu me sinto sozinha como nunca antes me senti..
Não posso pensar que as minhas fugas destruíram o que hoje era pra ser tão alto que você nem enxergaria o topo.
Não posso pensar em algo que me queima por dentro, como se quisesse sair ... rasgar a pele do meu corpo de dentro pra fora... Não posso pensar em nada .. não consigo ...

então eu fujo. Eu desvio como o bom fraco e perdedor que sou .. que me tornei .. com tanta solidão .. não sei.. Nem tenho como saber. Porque eu pergunto a quem está em volta e eles me olham como se ... eles riem na minha cara , porque eles sabem pra onde eu estou caminhando. E eles estão todos certos ... Estou sufocando e meus olhos ardem ..

Estive em todos os becos mais escuros dessa cidade , como uma ladra , como alguém que eu não sei quem é. Quando estou sentada aqui , eu não sei quem é a pessoa que está sentada lá .. nos becos ... destruindo me .. bem devagar.

Nem posso dizer que eu procurei por qualquer refúgio nos lugares errados .. porque eu nem sequer sei se eu estava procurando por algo..

Não posso dizer nada.. quem eu mais amo acabou de passar por aqui, deslizou os dedos nos meus cabelos, me pediu pra contar o que está havendo , pra conversarmos.. e pela primeira vez .. eu não pude dizer.. eu não pude deitar o rosto desesperado no ombro dela pra chorar e contar o que tem me feito desfalecer.. eu não pude !

Não tenho sono , não sinto nada , então eu engulo todos os comprimidos que consigo engolir de uma só vez .. todos os dias , e vou pra minha cama. Coloco fones nos ouvidos , afundo no edredom , olha uma última vez a lua pela janela , fecho-a e passo a madrugada toda assim , fora da realidade . Nos becos escuros da minha mente ... de onde eu temo nunca conseguir sair.
Porque dói muito, estou sufocando. Estou me afogando onde nem sequer tem água pra matar a sede.
Não perdi o controle.. porque eu nunca tive.

Hoje , isso tudo pesou um pouco mais ...porque  não procurei nenhum beco escuro e ainda não engoli nenhum comprimido e nada parecido que possa tirar minha consciência. E parece que algo está abrindo caminho nas minhas costelas pra arrancar meu coração de onde está.
É uma dor esquálida partindo de quatro pontos diferentes de um mesmo lugar. Apenas porque estou sóbria.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Enxergo pessoas repletas delas mesmas e suas infinitas histórias ; começo a sorrir.
E não vejo pessoas vazias , recuso me a olhar para elas. E são tantas.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

-


É gelado caminhar sozinha enquanto o sol nasce.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Eu queria fugir.
Já disse muito isso por aqui. Nunca foi novidade , eu sempre quis fugir da minha vida. 
Mas não por eu ser covarde ou não suportá-la. Fugir. Só pela adrenalina . Fugir , só por uns dias. 
E depois voltar , de ressaca , e ver a preocupação na cara das pessoas mais próximas , tipo : por onde esteve por três dias ? 


Mas ao invés disso, eu fico aqui , levanto as seis , esquento o leite , e nos dias mais frios , fico olhando o orvalho escorrer das folhas pela janela estreita. 
Seis e quarenta eu coloco os fones nos ouvidos, coloco a outra alça da mochila no ombro , travo a porta e vou.
Caminho um pouco, no frio , eu raciocino bem mais , e mais rápido. Consigo pensar em muita coisa nos vinte minutos que tenho no caminho entre minha casa e a escola. 
É cedo , e então meus olhos ardem , porque o céu está claro demais, não está azul como de costume , está bem branco e dói olhar diretamente pra ele. 
Enfio as mãos nos bolsos procurando alguma quentura . Não encontro. 


Eu chego, esquento alguma coisa para comer , leio durante o dia , estudo um pouco , ouço música .
A noite eu coloco minhas roupas preferidas, todas amassadas e vou caminhar . As vezes sozinha, as vezes não.


Ascendo um cigarro. Olho em volta. Gosto muito desses lugares-esconderijos que sempre vou.
Na maioria das vezes que venho aqui , fumo alguma coisa que acelere meu coração , seque minha boca e me faça demorar o olhar na natureza morta que fica ao redor.
É bom. 
Me faz pensar numa velocidade que não sei explicar. 
As vezes passam pessoas em volta , e elas me olham como se eu fosse o fundo do poço da sociedade.
Mas eu não me importo. E penso que a cabeça lacrada deles , é o fim da humanidade.


Eu sempre quis alguém que amasse as minhas loucuras , minhas ganas por aventuras e dias frios. Mas eu nunca encontro ninguém. Uma vez encontrei uma pessoa que também gostava de música mexicana. Mas é claro, estranho seria se ele tivesse ficado. Foi embora.












Eu queria fugir. Eu queria alguém para fugir comigo. 






Daí eu trago , fundo , ardido. Estou quase tossindo. Me afundo no cobertor e conto as estrelas. 
Pisco, primeiro devagar, depois três piscadas rápidas. 






Á esquerda , a estrada mais rápida para Wonderland. 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Agora estou no meio do caminho . 
Não posso voltar e ser quem eu não sou mais.
E também não posso ir para frente e ser algo que eu não sou .Ainda.
Queria afundar aqui mesmo. 




Alice?.. Alice?

sábado, 5 de março de 2011

... estabelecendo contato ...

O céu amanheceu escondendo-se por baixo de uma camada de muitas nuvens , todas juntas.
Haviam até estrelas a uns três dias atrás durante a noite, mas desde então, só choveu.
Temo que os cigarros estejam acabando, o que me forçaria a voltar e pisar em terra firme. A não ser que eu pare de fumar.
É.
Me acostumei com o balanço do mar, e quase não tenho mais enjôos .
Devagar , minhas bebidas afastaram do pensamento as coisas que deixei por lá.
Desliguei os motores , pra quê a pressa?
No entanto, se existe alguém ai a minha espera , ouça : eu nunca vou voltar.

Câmbio , desligo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fingir para quem você mais ama que só está com sono quando na verdade está muito drogada.
Deitar na cama, mesmo com pouca lucidez , fechar os olhos e tentar tocar aquele sorriso no pensamento.
Chorar até pegar no sono.
Amanhecer com o rosto inchado , olheiras .
Lembrar dos seus sorrisos falsos na noite passada e chorar encolhida num canto do quarto, se sentindo imbecil , porque todo aquele teatro , não faz o mínimo sentido.


Não muito bem [...]

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

caso você ainda ouça minha voz ...

Não te quero de joelhos diante dos meus pés, não te quero me prometendo o mundo, não quero que faça nada por mim, não quero que deixe de sair , não quero que deixe de sentir encanto por outras formas, por outros corpos.
Não quero aliança nem pedido de casamento, não precisa chegar cedo, não precisa de hora marcada, não precisa pedir desculpas se chegar atrasado, não precisa ser alguma coisa que você não seja.
Eu só quero que quando alguém perguntar de nós, ainda que você apenas coloque outro cigarro num canto da boca e sorria debochado com o outro canto sem responder nada, esteja pensando no último abraço que eu te dei antes de perguntar sem jeito : me leva também?
Eu quero poder dizer sorrindo que eu te amo e te chamar de meu menino.
Quero poder acordar sorrindo , escovar os dentes cantando no espelho : hoje ele vem .
Só quero poder te ligar, sorrir bem doida quando te encontrar e te abraçar como se nunca houvesse amanhã, porque na verdade ...



Não há.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Não sei o caminho de volta.

que falta faz você do meu lado na sacada olhando a cidade que não dorme nem descansa. senhoras passeando com cachorros pequenos, o vento queimando o cigarro , o pensamento mostrando saudade de certos sorrisos. me sinto tão eu as vezes, tão dolorida , tão sozinha . tão cheia. transbordando um sentimento agridoce de solidão . fico entoando : sei lá , sei lá.


eu, amando tantas pessoas, sentindo tanta saudade, fechando os olhos e enxergando tantos momentos, um rosto  ardendo junto ao meu, e uma saudade estranha. 


Uma vontade louca de saber como é dar um passo além da sacada e sentir o asfalto na maçã do rosto.


Eu , olhando no espelho meu rosto juvenil tão machucado, tão ferido e ninguém faz ideia. E ninguém entende, eu gritando tanto com os olhos , e ninguém atende. 


é , vai saber. e eu vou ficando com as minhas incertezas e me confortando em .. em nada. em nuvens, em fumaça , em flashes de lembranças , em folhas antigas de calendário.


E esse sentimento de solidão, de rua cheia, de praia vazia, de olhar perdido. A tempos não enchia o pulmão do meu próprio eu.



domingo, 12 de dezembro de 2010

E se eu desistisse de você assim como você desiste diariamente de mim ? 


Você sentiria algum tipo de falta do meu jeito irritante de querer te fazer bem?
Você choraria ? 
Você me ligaria ? 
Faria alguma diferença?